MULHERES QUE CAMINHAM COM A PALAVRA

Por João Guató 

Por João Guató


Todo dia, quando uma crônica nasce nas páginas do Pasquim Cuiabano, eu sei que há olhos atentos do outro lado da cidade, do outro lado do rio, do outro lado das casas simples e das ruas quentes de Mato Grosso.


E muitas vezes esses olhos são de mulheres.


Mulheres que acordam cedo, que carregam o mundo nas costas antes mesmo do café terminar de esfriar. Mulheres que trabalham, que cuidam, que resistem, que aprendem a atravessar os dias com a dignidade silenciosa de quem conhece a dureza da vida.


São vocês que muitas vezes chegam primeiro à palavra. Abrem o jornal, encostam o olhar nas linhas e deixam a crônica entrar devagar na manhã.


Enquanto o mundo anda apressado demais, vocês ainda guardam esse gesto antigo e bonito: parar para ler.


E ler também é uma forma de resistência.


Porque a leitura é um território onde o pensamento respira. Onde a memória encontra abrigo. Onde a sensibilidade se recusa a morrer no meio da pressa e do barulho.


Mas esta homenagem também se estende aos homens de alma feminina, aqueles que carregam dentro de si a sensibilidade, o cuidado, o respeito e a coragem de caminhar ao lado das mulheres na construção de um mundo mais humano.


Eu imagino vocês lendo no intervalo do trabalho, na varanda de casa, no banco de uma praça, ou na quietude da noite quando a cidade já começa a baixar o volume.


E penso que cada crônica só se completa quando encontra alguém que a escute com o coração.


Por isso hoje escrevo não apenas para as mulheres, mas para todas as pessoas que caminham comigo nas palavras e fazem da leitura um gesto de liberdade.


Neste Dia das Mulheres, deixo aqui minha reverência.


Porque enquanto houver mulheres — e também homens de alma feminina — lendo, pensando e sentindo o mundo com profundidade, nenhuma página estará perdida e nenhuma esperança estará totalmente vencida.


As crônicas continuam.  

E vocês também.


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